Flávio chama reajuste do Bolsa Família de “ilegal” e, um dia depois, promete manter aumento de Lula
A política brasileira acaba de ganhar mais um desses capítulos em que a contradição chega antes mesmo da tinta secar no decreto. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, criticou duramente o reajuste de 15,04% do Bolsa Família anunciado pelo governo Lula e chegou a classificá-lo como “ilegal”. Menos de 24 horas depois, mudou o tom: afirmou que, caso seja eleito, manterá os novos valores do programa e ainda prometeu ampliar as ações destinadas aos beneficiários. O reajuste anunciado pelo governo federal eleva o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 , a partir de outubro. O valor médio pago às famílias deverá passar de aproximadamente R$ 675 para R$ 777. Segundo o governo, trata-se da recomposição da inflação acumulada desde 2023, e não da criação de um novo benefício ou da ampliação do público atendido. O impacto estimado é de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026. Foi precisamente o caráter eleitoral da medida que Flávio Bolsonaro colocou no centro de suas críticas...