Vídeo - Deputado do PL é filmado com arma durante confronto com equipe do PSOL

 

Uma atividade de campanha na Praça Saens Peña, na Tijuca, Zona Norte do Rio , terminou em confusão nesta segunda-feira (28), envolvendo os deputados estaduais Alexandre Knoploch (PL) e Flávio Serafini (PSOL) , ambos candidatos à reeleição para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O episódio ocorreu nos seis dias do primeiro turno e ganhou repercussão após imagens mostrarem Knoploch com uma arma visível durante o desentendimento. Veja no vídeo o momento em que Knoploch levanta a camisa e mostra a arma. 


Segundo a equipe de Serafini, o episódio envolveu agressões, uso de gás de pimenta e exibição de uma arma de fogo . A campanha parlamentar do PSOL afirmou que duas mulheres foram atingidas pelo spray e que o caso seria levado às autoridades, juntamente com vídeos e outros registros feitos no local.

As imagens divulgadas mostram Knoploch durante uma discussão com membros da campanha adversária e, em determinado momento, com uma arma aparente na região da cintura. Não há, nos relatos publicados até o momento, registro de disparo de arma de fogo. O material disponível registra parte do confronto, e a purificação sobre o que ocorreu antes e durante a cena caberá às autoridades.

A versão apresentada por Flávio Serafini é de que houve intimidação política e violência contra membros de sua campanha . O deputado afirmou que pretende apresentar notícias-crime à Justiça Eleitoral e entregar às autoridades as imagens e demais elementos reunidos pela equipe. A campanha informou ainda que o caso seria registrado na delegacia.

Knoploch, por outro lado, apresentou uma versão diferente. Em publicação nas redes sociais, afirmou que teria sido intimidado por membros da campanha de Serafini depois de reclamação de uma música com palavras ofensivas dirigidas ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) . Segundo o deputado, cinco pessoas permaneceram em sua direção avançada. Ele também permitiu o uso de spray de pimenta durante o episódio.

O caso ocorre em um momento particularmente sensível da campanha eleitoral, quando atividades de rua e ações de militância se intensificam em todo o estado. O episódio na Tijuca novamente coloca em evidência os limites entre confronto político, liberdade de manifestação e segurança durante atividades eleitorais, questões que poderão ser evidenciadas pelas autoridades responsáveis ​​pela apuração.

Há ainda um elemento que chama atenção no episódio: Knoploch é candidato à reeleição pelo PL e tem registro de candidatura deferido para a disputa por uma vaga de deputado estadual. Dados eleitorais também registraram que o parlamentar declarou armas de fogo entre seus bens no cadastro de candidatura. Essa informação, entretanto, não permite concluir por si só se o armamento exibido nas imagens estava sendo portado de maneira regular ou irregular , questão que depende de documentação e apuração específica.

A disputa entre Knoploch e Serafini não é nova. Os dois já exerceram mandatos simultaneamente na Alerj e tiveram debates políticos em outros momentos. Registros de 2019, por exemplo, mostram Serafini entre parlamentares que solicitaram investigação na Assembleia envolvendo Knoploch após uma confusão durante uma audiência na Uerj. O episódio atual, portanto, ocorre em um contexto histórico de confrontos políticos entre os dois campos.

Agora, a expectativa é pela apuração formal dos fatos e pelas providências que eventualmente serão impostas pelas autoridades policiais e eleitorais. Em uma democracia, a disputa por votos deveria ser travada no debate público e nas urnas, não na intimidação ou no confronto físico. Neste caso específico, porém, é importante separar as imagens já divulgadas das acusações ainda sob investigação e permitir que as autoridades estabeleçam responsabilidades com base nas provas apresentadas pelas partes. 

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