Itaperunense é preso em desdobramento da Operação Unha e Carne

A base da operação é uma decisão contendo 81 páginas assinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)

Itaperuna e Bom Jesus: ex-diretora da Seeduc, coordenador e dono da construtora integra lista de presos e alvos da PF

Nota: Esta matéria foi atualizada às 22h40 para incluir o posicionamento oficial da Seeduc-RJ.

Na manhã da última terça-feira (05/05), aPolícia Federal deflagrou quarta fase da Operação Unha e Carne, desferindo um duro golpe contra uma “organização criminosa estruturada e estável, voltada para a prática reiterada dos delitos”, que transformou as regiões Norte e Noroeste do Estado do Rio de Janeiro em um balcão de negócios ilícitos e intimidação.

A operação visa dearticular a “organização criminosa liderada pelo Deputado Estadual THIAGO RANGEL LIMA” (Avante), acusada de capitanear o “direcionamento de contratos públicos de obras de reformas em Escolas Estaduais para empresas vinculadas à organização criminosa” no âmbito da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc-RJ). Com 7 mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão cumpridos na capital e nas cidades fluminenses de Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana, a ação expõe um “esquema de desvio de recursos públicos e lavagem de capitais” que, segundo a decisão do STF, atua “conectando o crime organizado às instituições do Estado” e envolve “políticas de liderança que apresentam conexões com a criminalidade violenta do Estado do Rio de Janeiro”.

A base da operação é uma decisão contendo 81 páginas assinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento, que acolheu a representação da PF e o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), esmiúça como os investigados se autorizados de órgãos públicos no interior do estado.

Abaixo, detalhamos a capilaridade da quadrilha e seus métodos assustadores nas regiões, embasados ​​por trechos literários do processo judicial.

O aparelhamento no noroeste

A Diretoria Regional de Educação Noroeste, com sede oficial em Itaperuna, que também foi alvo de mandatos de busca e apreensão pelas equipes da PF nesta terça-feira,, operava sob o comando de Júcia Gomes de Souza Figueiredo. Alvo de buscas em sua residência em Bom Jesus do Itabapoana, Júcia teve prisão preventiva e afastamento imediato da carga decretada. O STF classifica como “uma espécie de longa mão do Deputado Estadual THIAGO RANGEL”, ocupando uma “posição relevante na empreitada criminosa”. O despacho detalha que ela mantinha uma “relação direta de subordinação e alinhamento com o Deputado”, atuando diretamente nas tratativas para a liberação de obras.

Para ilustrar o controle total de Thiago Rangel sobre o órgão público no interior, a PF anexou a transcrição de um áudio enviado pelo parlamentar à ex-diretora:

Áudio Interceptado pela Polícia Federal
Em 29 de agosto de 2024, após uma ex-diretora pedir que ele a “autorizasse” perante terceiros, o deputado estadual deixa claro quem controla a regional da Seeduc:

Thiago Rangel
"Júcia, continua aí do jeito que você tem que estar, tá ok? Tudo o que aconteceu dentro da regional eu quero saber. Já avisei ao Marcelo agora aqui, eu não tenho que dar satisfação a ninguém. Porque o deputado sou eu, a indicação é minha e quem manda sou eu."
Abaixo dela na classificação, a operação mirou Deleon Lucas de Souza Carneiro, alvo de buscas em Itaperuna. Ele ocupava uma “função relevante, para o esquema de falha, do Coordenador da Coordenadoria de Infraestrutura e Serviços” da regional. Segundo o documento do ministro Alexandre de Moraes, as apurações apontaram o envolvimento de Deleon em “práticas de corrupção” que incluíam “indicação direcionada de empresas, cobrança de percentuais ilícitos, pressão por pagamento antecipado” e o uso de “notas fiscais fraudulentas”. O esquema contava com uma taxa fixa de extorsão: os empresários declararam a “exigência de pagamento de vantagem indevida correspondente a aproximadamente 30% sobre o valor das mercadorias entregues, fornecidas pela DELEON”.

O principal elo corporativo do esquema na região era Vinicius de Almeida Rodrigues, vulgo "Soltinho", preso preventivamente na operação, com buscas realizadas em seus endereços em Itaperuna. Ele é o “sócio-administrador da empresa VAR CONSTRUTORA”, pessoa jurídica que, segundo a decisão da Suprema Corte, está “diretamente associada às fraudes que se pretendem apurar, efetivadas no âmbito da Secretaria de Estado de Educação”. A empresa de Vinicius aparece “por sete vezes na tabela” de contratações direcionadas para reformas em unidades escolares.

O grau de intimidação do esquema e o fluxo de dinheiro desviado foram flagrados pelos investigadores através do envio de comprovantes de transferências bancárias entre a ex-diretora do órgão público e o parlamentar:

Mensagem interceptada pela Polícia Federal
Em 02 de outubro de 2024, a então Diretora Regional da Seeduc encaminha ao deputado Thiago Rangel um comprovante de pagamento no valor de R$ 100.000,00. O remetente era para a VAR Construtora, e o destino era uma empresa gerenciada pelo operador financeiro da quadrilha. Em seguida, ela avisa:
Júcia Gomes (Ex-diretora da Seeduc)
📄 [Arquivo Anexo: Comprovante de Transferência – R$ 100.000,00]
“Já mandei 100… amanhã vai o resto.”
Fonte:  Decisão do STF (PET 15.926/RJ)

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc-RJ) informou que Júcia Gomes “foi exonerada e já não exerceu o cargo de Diretora Regional Administrativa desde 14 de abril”. Contudo, a decisão do ministro Alexandre de Moraes, assinada 19 dias depois (03/05), ainda a identifica como “ocupante do cargo da Diretora Regional de Educação Noroeste”.

O epicentro no norte: Campos dos Goytacazes e o “QG” do crime

A cidade de Campos dos Goytacazes serviu como base inicial do esquema. Segundo a PF, o deputado e os demais membros da quadrilha “saquearam os cofres da Empresa Pública de Habitação do Município de Campos dos Goytacazes, durante os anos de 2021 e 2022”, período em que ele exerceu “influência política” para viabilizar a “manipulação de diversos procedimentos de aquisição”. A investigação detalha que a “organização criminosa também atuou em alguns procedimentos de aquisição no âmbito da Câmara dos Vereadores”.

No entanto, o que choca as autoridades não é apenas o “desvio de recursos públicos”, mas a relação direta do núcleo de Campos com “crimes violentos”. Para manter o controle, o grupo recorria a alianças com um “indivíduo de alta periculosidade” condenado por “tráfico de drogas e associação para o tráfico”, além de deixar “clara a intenção violenta” ao planejado “ataques violentos” e emboscadas armadas contra adversários.

Ameaças de morte e elo com o tráfico

O despacho do STF expõe que Thiago Rangel e seu chefe de gabinete, Fábio Pourbaix Azevedo (ambos presos hoje), usaram táticas com o objetivo de calar opositores. Em um diálogo estabelecido sobre um funcionário desprotegido na EMHAB, eles planejam um ataque no trânsito:

Diálogos Interceptados: Ameaças e Emboscadas
Em conversa sobre um funcionário da Empresa Municipal de Habitação (EMHAB) que estaria incomodando o grupo, Fábio Pourbaix sugere um ataque no trânsito:
Fábio Pourbaix
“Um bote. Ninguém vai matar ele, vai fazer nada. Ele vai tomar um bote, tá? E esse bote o moleque vai bater na cara dele, vai dar tiro no carro dele, o caralho. Ele vai querer parar de ir […]”
O deputado federal concorda com a intimidação violenta:
Thiago Rangel
"Beleza, vamos arquitetar, orquestrar tudo aí. Porque esse cara aí, tá impossível de suportar ele [...] vou arrebentar esse filho da puta."
Em outra ocasião, ao ser criticado no Facebook por um adversário, o parlamentar pede o endereço do crítico e decreta:
Thiago Rangel
“Depois de 12 tiros no portão o recado está dado.”
Fonte:  Decisão do STF (PET 15.926/RJ) / Relatório da Polícia Federal

A PF revelou ainda que Rangel possuía vagas de trabalho em órgãos públicos da Educação para chefes beneficiários de facções criminosas locais. O documento cita o fornecimento de empregos de “auxiliar de serviços gerais” para prescrição de Arídio Machado da Silva Júnior, o “Júnior do Beco”, indivíduo com “extensa ficha criminal” por homicídios e tráfico de drogas na região de Campos.

O roubo de meio milhão e a lavagem de dinheiro

O volume de recursos em espécie era do tamanho que a investigação acordou diálogos de “estranheza considerável” sobre a transação desses valores. Em 2022, o grupo relatou um “suposto assalto no qual fora subtraído cerca de R$ 470.000,00 pertencente a THIAGO RANGEL”. O episódio ocorreu durante o “transporte do numerário em seu carro blindado, qual seja, Range Rover SPT 3.0”. Em áudio interceptado, Fábio Pourbaix comenta como o roubo de “quase meio milhão” forçou a organização a “dar uma segurança” nos gastos:

“rapaz, na verdade, até para fazer uma festa maior com um gasto maior a gente teve a ideia de dar uma segurada porque, pô… assaltaram o pessoal no rio, pessoal de THIAGO no rio e pô… levaram quatrocentos e setenta mil cara.. roubaram quase meio milhão dele”

Para lavar essas quantias, o operador financeiro Luiz Fernando Passos de Souza utilizou uma rede de “laranjas” (como Jhonatas “Patinho” e Elexandre Rodrigues) e o “Posto de Combustíveis Beira Valão”, em Campos. Segundo o STF, Luiz Fernando chegou a realizar saques na boca do caixa que, somados, beiravam os R$ 3 milhões, recusando-se a informar aos bancos a origem e o destino do dinheiro.

O “Caixa 2” de R$ 2,9 milhões e a compra de votos

A influência de Thiago Rangel na região Norte e Noroeste foi turbinada por um pacto com as lideranças estaduais. A investigação encontrou planilhas e conversas que ligam as fraudes da Seeduc ao ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar.

O STF aponta uma “provável intermediação de RODRIGO BACELLAR” para “'atribuir' obras públicas em Escolas Estaduais” ao grupo de Rangel, funcionando “como uma forma de 'compra' de apoio político”. O documento detalha que o ex-presidente da Alerj utilizou sua “influência política e administrativa sobre a Secretaria de Estado de Educação” para garantir o avanço do esquema e, em contrapartida, firmar um acordo milionário e ilícito para financiar campanhas na região:

“A IPJ (…) indicou um suposto financiamento adicional, referente ao apoio financeiro (caixa dois) no valor de R$ 2.900.000,00, com o qual o ex-deputado estadual RODRIGO BACELLAR teria se comprometido com o deputado estadual THIAGO RANGEL LIMA, para que fosse utilizado no financiamento da campanha de sua filha (THAMIRES RANGEL) e de outros candidatos de sua base.”

Para a PGR, cujo parecer foi acatado pelo ministro Alexandre de Moraes, Rangel é muito mais que um político corrupto: “THIAGO RANGEL LIMA desponta como braço político da organização criminosa, ligado ao investigado RODRIGO DA SILVA BACELLAR […] conectando o crime organizado às instituições do Estado”.

Quem é quem nas regiões norte e noroeste

A força-tarefa da PF focou suas ações desta terça-feira no interior fluminense para cortar as raízes logísticas da quadrilha. Abaixo, o mapeamento dos alvos com atuação direta no Norte e Noroeste, conforme o STF:

Alvos da Operação Unha e Carne (Fase 4)

Situação dos 12 investigados por determinação do STF

Thiago Rangel Lima

Deputado Estadual

Rio de Janeiro e Campos dos Goytacazes

Preso PreventivamenteAfastado do CargoBusca e Apreensão
“Desponta como braço político da organização criminosa […] conectando o crime organizado às instituições do Estado.”

Júcia Gomes de S. Figueiredo

Ex-diretora Regional de Educação Noroeste (Seeduc)

Bom Jesus do Itabapoana e Itaperuna

Presa PreventivamenteAfastada do CargoBusca e Apreensão
“É uma espécie de longa mão do Deputado Estadual THIAGO RANGEL, ocupando função importante na empreitada criminosa, viabilizando as fraudes e desvio de recursos públicos.”

Fábio Pourbaix Azevedo

Chefe de Gabinete do dep. Thiago Rangel

Campos dos Goytacazes

Preso PreventivamenteAfastado do CargoBusca e Apreensão
“Atuoso como 'braço direito' do Deputado Estadual THIAGO RANGEL LIMA, sendo o principal operador identificado do esquema de fraudes em licitações.”

Luiz Fernando Passos de Souza

Operador Financeiro

Campos dos Goytacazes

Preso PreventivamenteBusca e Apreensão
“Atuava diretamente como operador financeiro do parlamentar […] receber valores de origem ilícitas em conta de empresa vinculada a ele.”

Rui Carvalho Bulhões Júnior

Ex-Chefe de Gabinete da Presidência da Alerj

Campos dos Goytacazes

Preso PreventivamenteBusca e Apreensão
“Valendo-se da função pública, atuosa na intermediação e entrega de valores em espécie ao parlamentar, além de ter atuado nas tratativas relacionadas a contratos públicos.”

Marcos Aurélio Brandão Alves

Procurador de empresas (“Laranja”)

Campos dos Goytacazes

Preso PreventivamenteBusca e Apreensão
“Evidência fraudadas de sua atuação como interposta pessoa ('laranja') de Luis Fernando […] efetuando saques em espécie de valores elevados.”

Vinicius de Almeida Rodrigues

Sócio-administrador da VAR Construtora

Itaperuna

Preso PreventivamenteBusca e Apreensão
“Está diretamente associada às fraudes que se pretendem apurar, efetivadas no âmbito da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro.”

Deleon Lucas de Souza Carneiro

Coordenador de Infraestrutura (Seeduc Noroeste)

Itaperuna

Alvo de Busca e Apreensão
“Relatam supostas práticas de corrupção a ele transferidos […] incluindo indicação direcionada de empresas, cobrança de percentuais ilícitos e pressão.”

Nédio Gabriel de S. Gonçalves

Sócio da Brasil X Empreendimentos

Campos dos Goytacazes

Alvo de Busca e Apreensão
“Beneficiária de contratos múltiplos com o poder público e apresentações financeiras com promessas consistentes de lavagem de capitais.”

Jhonatas de Souza Soares

Operador de frota / “Laranja”

Campos dos Goytacazes

Alvo de Busca e Apreensão
“Também 'laranja' contumaz e funcionário da Rede de Postos de Combustíveis de THIAGO RANGEL LIMA, utilizado no registro das empresas.”

Elexandre Rodrigues S. Filho

Assessor Político / “Laranja”

Campos dos Goytacazes

Alvo de Busca e Apreensão
“Atua como principal 'laranja' de THIAGO RANGEL LIMA, inserido no quadro societário de suas empresas […] para tramitação de recursos de origem ilícita.”

Lidiomar Lopes de Souza

Sócio-administrador da Universo Construtora

Campos dos Goytacazes

Alvo de Busca e Apreensão
“Foi flagrado após realizar um saque no valor de R$ 500.000,00 da conta bancária da empresa […] utilizado como empresa de fachada, desprovida de atividade econômica real.”

(Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos na cidade de Miracema e na capital fluminense, segundo a Polícia Federal).

O esquema na Seeduc e a intervenção do TCE-RJ

As investigações da Força-Tarefa Missão Redentor II revelaram que o grupo utilizava o sistema descentralizado da Seeduc, originalmente criado para pequenos reparos emergenciais, para realizar grandes reformas estruturais. Esse desvio de finalidade fez os custos saltarem significativamente, ultrapassando R$ 1 bilhão nos últimos dois anos.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) determinou a suspensão imediata dos pagamentos a seis empresas envolvidas. Uma delas é uma empresa que recebeu mais de R$ 11 milhões e teve como representante legal um ex-funcionário de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj preso sob suspeitas de envolvimento com o Comando Vermelho.

A conselheira substituta Andrea Siqueira Martins, autora da decisão, indicou que há “fortes preconceitos de burla ao regime constitucional e legal das licitações públicas”, já que as obras eram de grande vulto e extrapolavam o conceito de urgência. A Seeduc tem 15 dias para se manifestar.

Diante das denúncias e da suspensão dos pagamentos determinados pelo Tribunal de Contas, a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) se manifestou oficialmente. Em nota, o órgão informou que “está realizando uma revisão administrativa de todos os procedimentos relacionados às obras de manutenção e reparo nas unidades da rede estadual”. Para frear o avanço dos gastos sem controle no sistema descentralizado, a pasta distribuída um teto especificado de R$ 130 mil para pequenos reparos, com base na nova Lei de Licitações (14.133).

Segundo a Seeduc, “quaisquer obras que ultrapassem esse limite passam a ser tratadas como intervenções de maior porte e passam a ser realizadas pela Empresa de Obras Públicas (Emop-RJ)”. O governo estadual ressaltou ainda que “segue colaborando” de forma irrestrita com o Ministério Público, com o TCE e demais órgãos de controle na apuração dos fatos.

O que diz a defesa de Thiago Rangel

Em nota oficial, a defesa do deputado estadual negou as acusações e pediu cautela nas interpretações. Leia a íntegra:

“A defesa do deputado Thiago Rangel recebeu com surpresa a notícia da operação realizada na data de hoje. Neste momento, está se inteirando dos fatos, do teor da investigação e das medidas eventualmente determinadas, reafirmando desde logo a plena confiança nas instituições e no devido processo legal. O deputado nega a prática de quaisquer ilícitos e prestará os esclarecimentos necessários nos autos da investigação, local próprio para a apuração dos fatos. A defesa ressalta, por fim, que qualquer conclusão antecipada, é indevida antes do conhecimento integral dos elementos que fundamentaram a medida.”

*Matéria atualizada às 22h40 para inclusão de nota da Seeduc-RJ
*O espaço permanece aberto para a manifestação da defesa dos demais citados.


https://gazetaexpressa.com.br/itaperuna-bom-jesus-diretora-seeduc-coordenador-alvos-pf/
 

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