DENÚNCIA: Servidora de Itaperuna enfrenta via-crucis judicial para tratar Parkinson enquanto Prefeitura ignora proximidade de clínica conveniada
| Imagem ilustrativa |
ITAPERUNA– O que deveria ser um direito básico garantido pela Constituição tornou-se uma batalha judicial e física para uma servidora pública municipal de Itaperuna. Em contato com nossa redação, ela informou que, há um ano, luta contra o avanço do Mal de Parkinson e contra a burocracia da Secretaria de Saúde, que parece ignorar suas limitações motoras.
A barreira da autorização:
Diante da demora excessiva para conseguir vaga na rede municipal, a servidora buscou socorro em uma clínica particular, mas que possui convênio com o município . A escolha não foi por acaso: além de ser uma clínica conveniada ao CONSPNOR e CISNOVO, fica próxima à residência da paciente, um fator crucial para quem sofre com a extrema dificuldade de locomoção imposta pela doença.
No entanto, para que o tratamento fosse transferido de forma regular, é necessária uma autorização formal da Secretaria de Saúde — documento este que nunca chegou voluntariamente. O descaso foi tamanho que a família precisou recorrer ao Poder Judiciário, resultando no processo nº 0800027562202681190026.
Solução paliativa ou descaso?
Após a judicialização, o município encaminhou a servidora para avaliação no Centro de Parkinson, anexo ao Posto de Saúde Raul Travassos. Embora a fisioterapia tenha sido autorizada no local, a medida é vista como insuficiente e punitiva.
O laudo médico do paciente é claro: ela necessita de um conjunto de terapias multidisciplinares que o sistema municipal, no Centro de Parkinson, simplesmente não oferece integralmente. Além disso, a transferência forçada ignora a geografia e a biologia. Enquanto uma clínica habilitada e conveniada está a poucos metros de sua casa, o Centro de Parkinson exige uma mudança penosa para quem já não consegue se movimentar com autonomia.
Perguntas sem resposta
Por que a Prefeitura insiste em dificultar o acesso a uma clínica que já é conveniada e está apta a prestar o serviço? Qual a lógica em obrigar um paciente com Parkinson a atravessar a cidade para um tratamento incompleto, quando a solução está ao lado de sua residência?
O que vemos em Itaperuna é o retrato da desumanização da gestão pública: um servidora que dedicou sua vida ao município e que agora, no momento de maior vulnerabilidade, é negligenciada por quem deveria protegê-la. A escolha do local de atendimento parece ignorar o bem-estar do paciente, modificando o tratamento em uma jornada de sofrimento adicional.
Até o momento a servidora segue aguardando uma solução. Nossa equipe de reportagem esteve na clínica conveniada para maiores esclarecimentos, onde fomos informados de que a retomada do atendimento do servidor depende unicamente da autorização da Secretaria Municipal de Saúde. Deixamos aqui o espaço aberto para que o secretário Sávio Saboia ou representante autorizado possa se manifestar.




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